Quatro ano desde a minha última
postagem publiquei nesse site, em que eu fiz uma verdeira declaração de repúdio
aos monstros que existem dentro de mim, e que me tornam um grande filho da puta
que, inevitavelmente, eu sou quando esses eles decidem mostrar suas garras.
Digo isso, porque há pouco mais de um mês passei por um término bem doloroso, em
que eu não fui exatamente gentil com uma das pessoas que eu mais amei em toda
minha vida, e digo isso abusando de um eufemismo que se distancia absurdamente
da realidade. Um dia a conta chega e o processo de culpa talvez seja o mais
desafiador de todos. “É necessário aprender a se perdoar, esses erros são graves,
são seus, você os cometeu, mas eles não te definem”, me disseram. Não é fácil
colocar palavras em prática, ainda mais se tratando de alguém tão ansioso,
fatalista e catastrófico como eu.
Mas eu aprendi nesse processo
todo a me perdoar, e aprendi a levar minha vida com mais leveza. Nada apaga
meus erros. E nenhum remédio cura essa ferida tão dolorida no coração, pelo
menos não em tão pouco tempo. Mas tempo também é remédio. Terei ele como meu
aliado. Ele está me mostrando um futuro esperançoso e eu vou abraçar ele,
porque no final das contas amor-próprio, no sentido de se amar e aproveitar a
sua própria companhia é algo urgente, fundamental. E é assim que vou seguir
daqui pra frente. Um dia de cada vez.
Comecei um novo blog um mês antes
do término. E ele acabou sendo o maior incentivador para que eu escrevesse. Comecei
apresentando a ele as resenhas que fiz sobre a terceira temporada de House Of
The Dragon, que começou de forma triunfal e de tirar o fôlego. Vimos os dois
primeiros episódios juntos. E depois, vem a ruptura. E com o declínio da minha
vida amorosa, também percebi o declínio na qualidade e no ritmo dos episódios
da série. Semana passada assisti ao oitavo e último episódio. Na primeira
resenha eu citei meu ex-namorado. Na última, achei importante e representativo,
encerrar o ciclo e citar ele novamente, agora como forma de dedicatória e agradecimento.
Foi um grande “obrigado” pelo incentivo, por ser a primeira pessoa que leu os
textos do meu novo blog e pela gentileza de dizer que escrevo bem. Encerramos
dois ciclos. A temporada de uma série. E um relacionamento, que pra mim, foi lindo,
importante e que tinha um futuro incrível pela frente, não fossem meus monstros
internos.
Desde 2022 eu cantei a bola, eu
sou um filho da puta. Mas juro, não é por querer. Aprender que isso não me
define, e aprender a me perdoar para que a culpa não defina quem eu sou é um
dos melhores aprendizados que tirei dessa nova etapa da minha vida. E quer
saber? Esse aprendizado me deixa feliz, e satisfeito.
E a quem se interessar, segue o
link de todas as resenhas da terceira temporada dessa série:
CRÍTICAS "HOUSE OF THE DRAGON - TERCEIRA TEMPORADA (2026):
Episódio 3x01
Episódio 3x02
Episódio 3x03
Episódio 3x04
Episódio 3x05
Episódio 3x06
Episódio 3x07
Episódio 3x08