quinta-feira, 13 de agosto de 2026

O Convite, sexo, casamento e o desejo de voltar a se sentir vivo em um relacionamento estagnado e fadada ao fracasso

 

Como falei no outro post, recentemente tive um termo que foi um tanto quanto doloroso. E a culpa foi minha. Íamos muito ao cinema, e uma ou duas semanas depois do término tomei coragem pra voltar a ir sozinho assistir a um filme que eu estava ansiosíssimo pra assistir: Trata-se de “O Convite”, dirigido pela Olivia Wilde, ótima na direção e também entregando uma performance precisa, engraçada e também dolorosa. Porque o filme, além de falar sobre sexo entre casais, também fala sobre como um relacionamento estagnado pode levar a uma vida sem sentido. Foi uma tapa na cara ver isso, por conta do momento em que eu estou passando. E talvez isso tenha enriquecido a minha experiência como espectador. O filme é 10 de 10.

Para ler a minha crítica completa, sem desabafos e com palavras mais bonitinhas, acesse:

Veja crítica completa – “O Convite” (2006) – Direção: Olivia Wilde (EUA)

Dragões, términos e encerramentos de ciclo

 

Quatro ano desde a minha última postagem publiquei nesse site, em que eu fiz uma verdeira declaração de repúdio aos monstros que existem dentro de mim, e que me tornam um grande filho da puta que, inevitavelmente, eu sou quando esses eles decidem mostrar suas garras. Digo isso, porque há pouco mais de um mês passei por um término bem doloroso, em que eu não fui exatamente gentil com uma das pessoas que eu mais amei em toda minha vida, e digo isso abusando de um eufemismo que se distancia absurdamente da realidade. Um dia a conta chega e o processo de culpa talvez seja o mais desafiador de todos. “É necessário aprender a se perdoar, esses erros são graves, são seus, você os cometeu, mas eles não te definem”, me disseram. Não é fácil colocar palavras em prática, ainda mais se tratando de alguém tão ansioso, fatalista e catastrófico como eu.

Mas eu aprendi nesse processo todo a me perdoar, e aprendi a levar minha vida com mais leveza. Nada apaga meus erros. E nenhum remédio cura essa ferida tão dolorida no coração, pelo menos não em tão pouco tempo. Mas tempo também é remédio. Terei ele como meu aliado. Ele está me mostrando um futuro esperançoso e eu vou abraçar ele, porque no final das contas amor-próprio, no sentido de se amar e aproveitar a sua própria companhia é algo urgente, fundamental. E é assim que vou seguir daqui pra frente. Um dia de cada vez.

Comecei um novo blog um mês antes do término. E ele acabou sendo o maior incentivador para que eu escrevesse. Comecei apresentando a ele as resenhas que fiz sobre a terceira temporada de House Of The Dragon, que começou de forma triunfal e de tirar o fôlego. Vimos os dois primeiros episódios juntos. E depois, vem a ruptura. E com o declínio da minha vida amorosa, também percebi o declínio na qualidade e no ritmo dos episódios da série. Semana passada assisti ao oitavo e último episódio. Na primeira resenha eu citei meu ex-namorado. Na última, achei importante e representativo, encerrar o ciclo e citar ele novamente, agora como forma de dedicatória e agradecimento. Foi um grande “obrigado” pelo incentivo, por ser a primeira pessoa que leu os textos do meu novo blog e pela gentileza de dizer que escrevo bem. Encerramos dois ciclos. A temporada de uma série. E um relacionamento, que pra mim, foi lindo, importante e que tinha um futuro incrível pela frente, não fossem meus monstros internos.

Desde 2022 eu cantei a bola, eu sou um filho da puta. Mas juro, não é por querer. Aprender que isso não me define, e aprender a me perdoar para que a culpa não defina quem eu sou é um dos melhores aprendizados que tirei dessa nova etapa da minha vida. E quer saber? Esse aprendizado me deixa feliz, e satisfeito.

E a quem se interessar, segue o link de todas as resenhas da terceira temporada dessa série:

CRÍTICAS "HOUSE OF THE DRAGON - TERCEIRA TEMPORADA (2026):

Episódio 3x01

Episódio 3x02

Episódio 3x03

Episódio 3x04

Episódio 3x05

Episódio 3x06

Episódio 3x07

Episódio 3x08